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Cartografia, a arte de compor mapas
A cartografia tem por finalidade básica a elaboração de cartas ou mapas a partir de um conjunto de operações científicas, técnicas e artísticas. As cartas ou mapas, por sua vez, nada mais são do que superfícies planas onde a terra se acha total ou parcialmente representada.
Embora o mapa e a carta tenham quase tudo em comum, sendo inclusive considerados sinônimos, no Brasil costuma-se diferenciá-los. Emprega-se entre nós a expressão mapa para as representações mais simples, generalizadas ou de escala muito pequena. Exemplos: mapa do Brasil (escala 1:5.000.000 ou menos), mapa da América do Sul e mapa-múndi. Já a expressão carta é utilizada para as representações mais detalhadas, mais precisas ou de grande escala. Exemplos: cartas topográficas, cartas cadastrais ou urbanas (escalas de 1:500 a 1:10.000) e cartas de navegação marítima e aérea (cartas náuticas e cartas aeronáuticas).
O desenvolvimento da cartografia moderna decorreu principalmente das grandes navegações oceânicas (séculos XV e XVI) e em particular da contribuição dada pela Escola de Sagres (formação de pilotos e cartógrafos, aperfeiçoamento das caravelas, do astrolábio e das cartas de navegação). Entretanto o impulso definitivo ao desenvolvimento da Cartografia deu-se a partir de 1569, com a criação da famosa projeção cilíndrica de Mercátor. De acordo com a finalidade ou tipo de usuário a que se destinam, os mapas ou cartas podem ser classificados em:
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