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Economia brasileira cresce 2% em relação ao 1º trimestre de 2002

 

Quinta, 29 de Maio de 2003

Fonte: Reuters Investor

 

A economia brasileira cresceu 2,0% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2002, ajudada mais uma vez pelas exportações e por uma base de comparação muito fraca.

 

Na comparação com o quarto trimestre, contudo, o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu 0,1%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta quinta-feira. Esta é a primeira retração neste tipo de comparação deste o segundo trimestre de 2002, quando houve recuo de 0,2%, e mostra que a política de juros altos está colocando freio na economia. Neste tipo de comparação, a indústria recuou 2,2%, enquanto a agropecuária cresceu 3,7% e o setor de serviços ficou estável.

 

"A queda de 0,1% (em relação ao 4º trimestre) mostra que de fato a gente está tendo uma atividade andando de lado, praticamente estável", explica Luis Afonso Luma, Economista Sênior do Banco Bilbao Viscaya.

 

"O sinal é esse mesmo, de desaquecimento da economia. Na comparação ano contra ano, o crescimento está pautado no setor externo, principalmente no aumento de exportações", disse Juan Jensen, economista da Consultoria Tendência.

 

Uma pesquisa da Reuters com 20 analistas de bancos e consultorias mostrou que a média das projeções para o PIB no primeiro trimestre apontava para uma expansão de 2,02%. Em relação ao quarto trimestre, a maioria dos analistas esperava crescimento próximo de zero, enquanto alguns apostavam numa retração.

 

"Sobre a queda de 0,1 (por cento), não tinha jeito, a taxa de juros não tem jeito. As coisas estão cada vez mais difíceis para a gente conseguir crescer. A Selic do ano passado em média foi menor do que deve ser este ano, então se isso seguir do jeito que está (altos juros), não vejo muito melhora no PIB no resto do ano", disse Marcelo Ávila, economista-chefe da Global Invest.

 

EXPORTAÇÕES SALVAM

 

O avanço de 2% do PIB em relação ao mesmo período de 2002 foi beneficiado por uma base de comparação muito fraca. No início de 2002, o Brasil ainda vivia os efeitos do programa de racionamento de energia, que deprimiu fortemente a atividade econômica. "Tínhamos uma base fraca no primeiro trimestre do ano passado, porque estávamos saindo do racionamento de energia. Se a base não fosse fraca, o crescimento poderia ter sido menor", disse Luis Afonso.

 

O aumento 20,2% das exportações de bens e serviços no primeiros três meses do ano, em relação ao mesmo período de 2002, foi o principal responsável pelo desempenho do PIB.

 

O setor agropecuário teve o melhor desempenho no período, registrando crescimento de 8,6%, enquanto a indústria cresceu 2,9% e o setor de serviços subiu 0,8%.

 

"Tem um problema de dias úteis (na comparação ano a ano), então temos que filtrar um pouco o dado, mas ele veio aquém do que eu previa e pode ser que o crescimento seja um pouco menor para o ano todo. O segundo trimestre não deve ser muito bom. No segundo semestre eu já espero uma recuperação da economia, porque acho que o BC vai começar a baixar os juros, você vai ter uma certa recuperação da renda com a reposição dos dissídios.

 

Acredito que alguma coisa de investimento pode ter uma ligeira recuperação por conta da melhora da perspectiva do país como um todo", prevê Adauto Lima, economista-chefe do banco europeu WestLB.

 

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