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EDITORIAL

 

12 de outubro de 2003

 

Alagoas tem maior avanço no IDH-M e deixa de ser o último colocado

 

Até que enfim o povo alagoano recebeu a notícia que esperava há muito tempo: não é mais o último colocado no IDH-M entre as 27 Unidades da Federação.

 

O levantamento sobre o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) mostra que Alagoas registrou, nos anos 90, o maior crescimento entre as 27 Unidades da Federação, entretanto ainda é o penúltimo do ranking.

 

Não há dúvidas que a administração do atual governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, é a grande responsável pelos avanços obtidos, principalmente na área de Educação, onde milhares de funcionários foram admitidos em concurso público (sem fraudes), com 31,4% de crescimento.

 

Outros 5 Estados nordestinos conseguiram, juntamente com Alagoas, um crescimento acima da média nacional que foi de 10,1%, liderando nos demais índices que compõem o IDH-M. O Piauí melhorou seu índice de renda em 12,7%, o Rio Grande do Norte aumentou seu índice de longevidade em 18,4%. Dos 10 Estados que tiveram maiores avanços proporcionais, apenas Tocantins não fica na região Nordeste.

 

Alguns Estados subiram no ranking:

·       Santa Catarina que passou do 5º para o 2º lugar, crescendo 9,9%;

·       Mato Grosso que passou do 13ª para a 9ª lugar, registrando o maior avanço em posições, com 12,8%;

·       Alagoas que passou da 27ª para a 26ª posição.

Outros Estados caíram no ranking:

·       São Paulo que passou da 2ª para a 3ª posição;

·       Acre que passou da 17ª para a 20ª posição, apesar de crescer 11,7%;

·       Amapá;

·       Roraima;

·       Amazonas;

·       Maranhão que agora é o último colocado.

Numa primeira leitura, podemos ter uma falsa sensação de desenvolvimento. Porém, após uma análise mais profunda, verificamos que os Estados do Nordeste cresceram mais porque têm uma maior  distância em relação aos mais desenvolvidos. Isso pode ser constatado através da situação de São Paulo que viu seu IDH-M crescer apenas 5,4% na década (a menor taxa entre os Estados) e caiu da segunda para a terceira colocação no ranking.

 

Que ninguém se engane: há um longo caminho a percorrer e esses resultados são apenas um bom início. Enquanto a concentração de renda, as oligarquias, os maus políticos, o desemprego e a violência imperarem, esses índices serão apenas números impressos num papel.

 

Façamos a nossa parte!

Professor Eduardo Frigoletto

 

 

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