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12,8 milhões saem da pobreza absoluta em 13 anos, diz Ipea

 

Em 2008, Alagoas foi o estado que registrou a maior taxa de pobreza absoluta (56,6%).

Taxa diminuiu apenas 18,3%

 

Gazetaweb - com informações do G1 - 13/07/2010

 

Quase 13 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta entre 1995 e 2008, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisas Econômicas (Ipea). Com isso, essa faixa, que considera famílias com rendimento médio por pessoa de até meio salário mínimo mensal, recuou de 43,4% para 28,8% do total da população no período.

 

Mesmo com uma redução de 18,3% na taxa, Alagoas apresenta um dos piores índices do País. Em 2008, Alagoas foi o estado que registrou a maior taxa de pobreza absoluta (56,6%). Segundos os especialistas, o estado vai ter que apresentar taxas de redução da pobreza bem diferenciada para ajudar o país a baixar o número de miseráveis até 2016. Uma vez que registra enorme assimetria nas taxas atuais de pobrezas extrema: 32,3%.

 

De acordo com o Ipea, a pesquisa abrange os primeiros anos da estabilidade monetária, de 1995 a 2008, período que corresponde aos governos dos presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva.

 

 

 

A maior queda foi verificada na região Sul, onde a porcentagem da população em pobreza absoluta recuou 47,1%, de 34% para 13% do total. Com isso, a região ultrapassou o Sudeste como detentora do melhor indicador – no conjunto dos quatro estados desta região, a população em pobreza absoluta recuou de 29,9% para 19,5% do total.

Na região Nordeste, houve queda de 28,8% na taxa de pobreza absoluta. Ainda assim, 49,7% da população local vivia, em 2008, com até meio salário mínimo mensal – em 1995, essa porcentagem era de 69,8%.

 

Pobreza extrema

 

Também de 1995 a 2008, saíram da pobreza extrema – caracterizada pelo rendimento médio domiciliar per capita de até um quarto de salário mínimo por mês – 12,1 milhões de brasileiros, reduzindo quase à metade a taxa de pessoas nessas condições, de 20,9% para 10,5%.

 

A melhora mais significativa na taxa de pobreza extrema também foi registrada na região Sul, onde o indicador recuou 59,6%, de 13,6% para 5,5% - também a menor entre as regiões pesquisadas.

 

No Nordeste, a pobreza extrema recuou 40,4% em 13 anos. A queda, no entanto, não foi suficiente para tirar da região a maior taxa de pobreza extrema, de 24,5% em 2008. Em 1995, A proporção da população que vivia com até um quarto de salário mínimo era de 41,8%.

 

Nos estados

 

Quando considerados os estados, as maiores reduções nas taxas de pobreza nos anos analisados foram vistas em Santa Catarina (61,4%), Paraná (52,2%) e Goiás (47,3%). Por outro lado, os estados com menor diminuição acumulada na taxa de pobreza absoluta foram: Amapá (12,0%), Distrito Federal (18,2%) e Alagoas (18,3%).

 

Em 2008, Alagoas foi o estado que registrou a maior taxa de pobreza absoluta (56,6%), seguido do Maranhão (55,9%) e Piauí (52,9%). Em 1995, os três estados com maior taxa de pobreza absoluta eram Maranhão (77,8%), Piauí (75,7%) e Ceará (70,3%).

 

Para o mesmo ano (1995), os estados com menor taxa de pobreza absoluta eram São Paulo (20,7%), Distrito Federal (23,6%) e Santa Catarina (29,8%). Treze anos depois (2008), os estados com menor taxa de pobreza absoluta foram Santa Catarina (11,5%), São Paulo (12,8%) e Rio de Janeiro (18,2%).

 

Em relação à taxa de pobreza extrema, Maranhão (53,1%), Piauí (46,8%) e Ceará (43,7%) eram os estados com maior proporção de miseráveis no país em 1995. Treze anos depois, Alagoas foi o estado da federação com a maior taxa de pobreza extrema (32,3%), seguido do Maranhão (27,2%) e do Piauí (26,1%).

 

Na outra ponta, os estados com menor taxa de pobreza extrema em 2008, de acordo com o Ipea, eram Santa Catariana (2,8%), São Paulo (4,6%) e Paraná (5,7%). Em 1995, os estados que registravam menor taxa de pobreza extrema eram São Paulo (7,1%), Distrito Federal (8,8%) e Rio de Janeiro (9,9%).

 

Desigualdade de renda

 

De 1995 a 2008, apenas o Distrito Federal registrou piora na desigualdade de renda. O índice de Gini do DF passou de 0,58 para 0,62 no período – neste indicador, quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade registrada. Com a elevação, o Distrito Federal passou a ter a maior desigualdade de renda do país, seguida por Alagoas e Paraíba, ambos com 0,58.

 

No estado de São Paulo, que em 1995 apresentava a melhor distribuição de renda do país, com índice de Gini em 0,53, houve melhora em 2008, para 0,50. Houve melhoras mais acentuadas, no entanto, no Amapá, para 0,45, Santa Catarina (0,46) e Rondônia (0,48), estados que, em 2008, ultrapassaram São Paulo no ranking.

 

Trajetória da pobreza

 

Pelas projeções do Ipea, Santa Catarina e Paraná devem ser os primeiros estados da federação a superar a miséria, já em 2012, seguidos de Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais, em 2013. Para o ano de 2014, poderá ser a vez dos estados de São Paulo e Mato Grosso superarem a pobreza extrema, assim como Tocantins, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, em 2015.

 

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