Conflitos na Indonésia

A Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo e vem sendo castigado pela violência sectarista entre muçulmanos e católicos, o que custou milhares de vidas nos últimos dois anos.

Em Jacarta, pelo menos nove pessoas morreram no domingo às vésperas do Natal devido à explosão de bombas na região muçulmana da Indonésia, no que parece ser uma recente manobra para desestabilizar ainda mais o fraco governo do presidente Abdurrahman Wahid.

Os ataques, que visavam atingir os fiéis católicos que assistiam a uma missa no domingo à noite (horário local), aumentam os problemas do presidente Wahid, que luta para pôr fim a uma crise política e econômica que vem afligindo a Indonésia nos últimos três anos. Por sua incapacidade de dominar a situação, Wahid tem enfrentado crescentes pedidos de renúncia ou impeachment.

O pequeno intervalo de tempo entre os ataques em Jacarta e outras cidades aponta que há uma campanha coordenada de terror, embora ninguém tenha assumido a autoria dos atentados.

Funcionários de um hospital na cidade de Pekanbaru em Sumatra disseram que quatro pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em duas explosões fora de igrejas locais.

Em Jacarta, o superintendente da polícia, Alex Mandaika, disse que duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas em cinco explosões a bomba diferentes na capital, incluindo uma na área externa da principal catedral católica, que fica na mesma rua da principal mesquita.

A agência de notícias oficial Antara disse que mais bombas tinham explodido em outras cidades e que padres tinham recebido pacotes de Natal com 11 bombas sem explodir.

A agência divulgou que três pessoas morreram numa explosão em frente a um estacionamento na cidade de Bandung, em Java, mas ainda não havia confirmado se o incidente tinha motivação religiosa. Também foi confirmada a explosão de um carro-bomba perto de um colégio católico que destruiu vários automóveis no centro da cidade.

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