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Perfil demográfico
atual do Brasil
Os dados fornecidos pelo último
censo demográfico, realizado pelo IBGE em 1991, indicam que o
Brasil continua realizando sua transição demográfica.
Transição demográfica é a
fase intermediária, que se caracteriza pelo máximo crescimento
populacional dentro do ciclo evolutivo demográfico.
As três fases do ciclo demográfico
são as seguintes:
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Primeira fase:
caracterizada por elevadas taxas de natalidade e mortalidade,
originando baixo crescimento populacional. O Brasil abandonou
essa fase no início do século XX.
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Segunda fase:
caracterizada por elevadas taxas de natalidade e declínio das
taxas de mortalidade, gerando elevado crescimento populacional.
É a transição demográfica propriamente dita, que antecede a
última etapa do ciclo, a da estabilidade. Os países
desenvolvidos concluíram essa fase nas primeiras décadas do século
XX. O Brasil atingiu o auge dessa fase na década de 50, quando
as taxas de crescimento populacional se aproximaram de 3% ao ano.
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Terceira fase:
caracterizada por baixas taxas de natalidade e de mortalidade,
gerando baixíssimo crescimento populacional, estagnação e até
mesmo taxas negativas de crescimento. O Brasil só deverá
ingressar nessa fase no início do século XXI. Por volta do ano
2050, o Brasil estará completando o seu ciclo demográfico.
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A queda na taxa de fecundidade
é uma das principais características da transição demográfica
brasileira. Taxa de fecundidade é o número médio de filhos
nascidos vivos que cada mulher tem ao longo de seu período
reprodutivo. No Brasil, essa taxa caiu de 6,2, em 1940, para 2,6,
no final da década de 80. Além de ter menos filhos, as mulheres
passaram a participar mais da vida econômica do país.
As principais característica da
população brasileira, reveladas pelo censo de 1991, são as
seguintes:
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Redução do ritmo de
crescimento anual, que passou de 2,4%, no período 1971-1980,
para 1,9% no período 1980-1991, devido à queda das
taxas de natalidade.
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Aumento da idade mediana ou
envelhecimento da população. Por idade mediana entende-se
a linha divisória entre os 50% mais velhos e os 50% mais
novos da população. Na Região Sudeste, por exemplo, a
idade mediana passou de 22 anos, em 1980, para 25 anos,
em 1991. Isso significa que a metade mais nova da população
do Sudeste já não tem mais 22 anos, e sim 25 anos. Em
todas as regiões brasileiras aumentou a parcela de
adultos (15 a 64 anos) e de idosos (acima de 65 anos). Em
síntese, pode-se dizer que a população brasileira está
envelhecendo.
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O total de habitantes ou
população absoluta do país (147 milhões em 1991)
classifica o Brasil como país populoso (com elevada
população absoluta), situando-o em 6º lugar entre os
mais populosos do mundo. Em 1995, com uma população de
161,4 milhões o Brasil ultrapassou a Rússia e passou a
ocupar o 5º lugar mundial.
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As mulheres, que já eram a
maioria desde o censo de 1940, continuam crescendo em número
e em importância econômica (maior participação no
mercado de trabalho). Com exceções das regiões Norte e
Centro-Oeste, o número de homens diminuiu em todas as
demais regiões do país. A menor proporção ocorre no
Nordeste: são 95 homens para cada 100 mulheres. No
Sudeste, essa proporção baixou de 99 para 97 homens
para cada 100 mulheres. A Região Sul, que em 1980 possuía
100,3 homens para cada 100 mulheres, passou a ter , em
1991, apenas 98,5 homens para cada 100 mulheres. A
participação da mulher no mercado de trabalho passou de
27% em 1980 para 35,5% em 1991. Funções que antes eram
quase exclusivas dos homens estão sendo cada vez mais
exercidas por mulheres. Por exemplo, a chefia da família.
No nordeste, onde é muito comum o homem migrar para
outras regiões, ocorre a maior proporção de mulheres
que exercem a função de chefes de família: 19,5% em
1991, contra 16,6% em 1980.
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A taxa de analfabetismo,
embora elevada, está diminuindo. Passou de 25,5% em 1980
para cerca de 20% em 1991. Os estados campeões em
analfabetismo, por região, são os seguintes: Alagoas,
no Nordeste (45,6% de analfabetos); Acre (na
Região Norte, 34,9%); Mato Grosso, no Centro-Oeste (18,2%);
Minas Gerais, no Sudeste (17%) e Paraná, no Sul (13,4%).
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