Séc.
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Autor / Período
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Importância
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| XV |
Leonardo da Vinci
(1452-1519) |
Observou que cada vale foi escavado pelo
seu rio, e a relação entre os vales é a mesma que
entre os rios", além de observar que os cursos
fluviais carregavam materiais de uma parte da Terra e os
depositavam em outra. |
| XVI |
Bernard Palissy (1510-1590) |
Compreendeu o antagonismo entre as ações
internas, que criam o relevo, e as ações externas, que
tentam destrui-lo: o antagonismo entre o escoamento e a
vegetação, expressando claramente a idéia de plantar
árvores a fim de amenizar a erosão; a importância dos
fenômenos externos no fornecimento dos materiais
constituintes das rochas, e a relação existente entre
os fenômenos geomorfológicos e a pedologia. |
| XVIII |
L.G. du Buat |
Escreveu Principes dhydraulique (1779) |
| XVIII |
Jean Baptiste de Lamarck (1744-1829),
Targioni-Tozetti (1712-1784), Desmarest (1725-1815), Benédict
de Sausurre (1740-1799), entre outros |
Observações numerosas e mais importantes
que as dos séculos anteriores. |
| XVIII |
James Hutton (1726-1797) |
Reconhecido como o 1º grande fluvialista
e como um dos fundadores da moderna Geomorfologia.
Observou que as ações na superfície da Terra
reduziriam o relevo e permitiriam arrasamento das
montanhas, chamando a teoria de "Actualismo"
"o presente é a chave do passado".
Entretanto, registrou suas idéias num perfil mais científico
(característica de cientista = cálculos matemáticos
etc) do que didático, fazendo com que suas idéias
passassem completamente despercebidas. |
| XIX |
John Playfair (1748-1819) |
Elucidou através da obra Illustrations
of the Huttonian theory of the Earth (1802) as idéias
de seu amigo Hutton. Das observações mais importantes
destaca-se: "cada rio consiste em um tronco
principal, alimentado por um certo número de tributários,
sendo que cada um deles corre em um vale proporcional ao
seu tamanho, e o conjunto forma um sistema de vales
comunicantes com declividades tão perfeitamente
ajustadas que nenhum deles se une ao vale principal em um
nível demasiado superior ou inferior; tal circunstância
seria infinitamente improvável se cada vale não fosse
obra do rio que o ocupa". Essa observação é
considerada como lei de Playfair, ou lei das confluências
concordantes, pois foi o primeiro e permaneceu por muito
tempo como o único a tê-la formulado e compreendido. |
| XIX |
Abraham Gottlob Werner (1749-1817) |
Adepto da corrente neptunista, postulava a
existência de um oceano universal que teria contido em
solução todos os princípios minerais de formação da
crosta terrestre (todos os tipos de rochas inclusive as
vulcânicas). A popularização dessa corrente, tornou
esquecida a teoria do atualismo. |
| XIX |
Charles Lyell (1797-1875) |
Entendeu a importância das idéias de
Hutton e foi seu grande divulgador. Publicou os Principes
of Geology, popularizando o princípio do atualismo,
realizando ataque inclemente às correntes catastróficas
e fornecendo detalhes dos processos erosivos e
denudacionais. |
| XIX |
Jean Louis Agassis (1807-1873) |
Reconheceu a evidência de uma idade
glacial durante a qual as geleiras cobriram grande parte
da Europa Setentrional. |
| XIX |
Andrew C. Ramsay (1814-1891) |
Verificaram a importância da abrasão
marinha (Na Grã-Bretanha e China, respectivamente) |
| XIX |
Alexandre Surrel, George Greenwood, James
Dwight Dana e Jukes |
Graças as suas contribuições, a
corrente fluvialista começou a se impor de modo
definitivo. |
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Peschel |
Em 1869 tentou reunir os princípios do
desenvolvimento das formas de relevo de modo sistemático. |
| XIX |
Ferdinand Von Richthoffen (1833-1905) |
Publicou Fürer fur Forchungsreisende
em 1886, sendo mais feliz em sua obra que Peschel. |
| XIX |
G. de la Noe e E. de Margerie |
Escreveram em 1888 les formes du
terrain. |
| XIX |
A. Penck |
Publicou em 1894 a Morphologie der
Erdoberflache, contendo tratamento genético das
formas do relevo terrestre. |
| 3/4
do séc. XIX |
John Wesley Powell (1834-1902), Grove Karl
Gilbert (1843-1918) e Clarence E. Dutton (1841-1912) |
Através de suas idéias, conseguiram
isolar a Geomorfologia do âmbito Geológico, no qual
sempre estivera integrada. |
| XIX |
James Powell |
Publicou em 1875 o relatório Exploration
of the Colorado River of the West and its tributaries.
Foi o precursor da idéia que mais tarde seria denominada
por Davis de "Peneplanície" ou nível de base
para a erosão. |
| XIX |
W. M. Davis |
Seu mérito foi maior do que o de qualquer
outra pessoa, pois integrou, sistematizou e definiu a seqüência
normal dos acontecimentos num ciclo ideal e procurou uma
terminologia para uma classificação genética das
formas de relevo terrestre, como apoio para sua descrição.
Definiu: "Ciclo de erosão" e a "erosão
normal". A idéia de ciclo de erosão resume-se em
uma superfície plana deformada bruscamente por uma ação
tectônica e, sobre o relevo então formado, age a erosão
que o reduz, lenta e progressivamente, através das fases
de juventude, maturidade e senilidade, até nova superfície
plana, a peneplanície, ponto de partida para novo ciclo.
O tempo necessário para a realização desse ciclo seria
entre 20 a 200 milhões de anos e, portanto sendo mais um
esquema de imaginação do que de observação. É
considerado o fundador da Geomorfologia como disciplina
especializada. |
| XIX
/ XX |
Emmanoel de Martonne (1873-1955) e Henri
Baulig (1877-1962) |
Na França, foram os principais
divulgadores das idéias de Davis. |
| XX |
Alfred Hettner |
Expôs várias das deficiências das
pressuposições davisianas, a propósito da influência
climática sobre as paisagens. (1910 e 1924) |
| XX |
Pierre Birot e Jean Tricart |
Elaboraram trabalhos sob a perspectiva
estrutural. |
| XX |
William Thornbury |
Escreveu "Regional Geomorphology of
the United States (1965), um estudo detalhado da
morfoestrutura dos Estados Unidos. |