A evolução urbana de Maceió - IV
Praça
da Assembléia reúne prédios
históricos bem conservados e
boa
parte da memória do Estado de
Alagoas
Sobrado do Camocho, construído entre décadas de
1840
e 1850; Aspecto atual do Sobrado do
Camocho, depois de
restaurado
Eduardo Frigoletto
Professor de
Geografia
www.frigoletto.com.br
À luz da geografia urbana, a Lei de Incentivos e Projetos de
Restauração, instituída pela Prefeitura de Maceió, tem produzido
bons resultados, embora tenha sido criada depois que muitos prédios
antigos já tinham sido demolidos ou tiveram suas fachadas
descaracterizadas.
Um exemplo é o que pode ser visto no
Sobrado do Camocho (na gíria lusitana significa ‘tostão’),
residência do então Conselheiro Lourenço Cavalcante de Albuquerque
Maranhão, que mais tarde viria a ser o Barão de Atalaia.
Atualmente, o sobrado, apesar de abrigar lojas comerciais,
encontra-se em bom estado de conservação, preservando inclusive seus
capitéis (enfeites no alto do prédio). Na parte dos fundos, seu
aspecto primitivo ainda encontra-se preservado com partes
construídas em taipa. Conta a história que havia uma rixa pessoal
entre o Barão de Atalaia e o Barão de Jaraguá, que tinha um palacete
na mesma praça (onde atualmente localiza-se a Biblioteca Pública e o
Arquivo Municipal) e que o Barão de Jaraguá construiu uma torre no
alto de seu palacete para bloquear a vista para o mar que havia a
partir do Sobrado do Camocho.